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Para se roubar um coração, é preciso que seja com muita habilidade, tem que ser vagarosamente, disfarçadamente, não se chega com ímpeto, não se alcança o coração de alguém com pressa. Tem que se aproximar com meias palavras, suavemente, apoderar-se dele aos poucos, com cuidado. Não se pode deixar que percebam que ele será roubado, na verdade, teremos que furtá-lo, docemente. Conquistar um coração de verdade dá trabalho, requer paciência, é como se fosse tecer uma colcha de retalhos, aplicar uma renda em um vestido, tratar de um jardim, cuidar de uma criança. É necessário que seja com destreza, com vontade, com encanto, carinho e sinceridade. Para se conquistar um coração definitivamente tem que ter garra e esperteza, mas não falo dessa esperteza que todos conhecem, falo da esperteza de sentimentos, daquela que existe guardada na alma em todos os momentos. Quando se deseja realmente conquistar um coração, é preciso que antes já tenhamos conseguido conquistar o nosso, é preciso que ele já tenha sido explorado nos mínimos detalhes, que já se tenha conseguido conhecer cada cantinho, entender cada espaço preenchido e aceitar cada espaço vago. ...e então, quando finalmente esse coração for conquistado, quando tivermos nos apoderado dele, vai existir uma parte de alguém que seguirá conosco. Uma metade de alguém que será guiada por nós e o nosso coração passará a bater por conta desse outro coração. Eles sofrerão altos e baixos sim, mas com certeza haverá instantes, milhares de instantes de alegria. Baterá descompassado muitas vezes e sabe por que? Faltará a metade dele que ainda não está junto de nós. Até que um dia, cansado de estar dividido ao meio, esse coração chamará a sua outra parte e alguém por vontade própria, sem que precisemos roubá-la ou furtá-la nos entregará a metade que faltava. ... e é assim que se rouba um coração, fácil não? Pois é, nós só precisaremos roubar uma metade, a outra virá na nossa mão e ficará detectado um roubo então! E é só por isso que encontramos tantas pessoas pela vida a fora que dizem que nunca mais conseguiram amar alguém... é simples... é porque elas não possuem mais coração, eles foram roubados, arrancados do seu peito, e somente com um grande amor ela terá um novo coração, afinal de contas, corações são para serem divididos, e com certeza esse grande amor repartirá o dele com você.
Luis Fernando Veríssimo
"conquistar uma mulher diferente todos os dias eh fácil,
difícil eh conquistar a mesma mulher todos os dias"...
A mulher perfeita
Nasrudin bem que a queria
Nasrudin conversava com um amigo, que lhe perguntou:
- Então, mullah, nunca pensaste em casamento?
- Já pensei. Em minha juventude, resolvi conhecer
a mulher perfeita. Atravessei o deserto, cheguei a
Damasco, e conheci uma mulher espiritualizada e
linda; mas ela não sabia nada das coisas do mundo.
Continuei a viagem, e fui a Isfahan; lá encontrei uma
mulher que conhecia o reino da matéria e do espírito,
mas não era uma moça bonita. Então resolvi ir até o
Cairo, onde jantei na casa de uma moça bonita, religiosa
e conhecedora da realidade material.
- E por que não casaste com ela?
- Ah, meu companheiro! Infelizmente
ela também procurava um homem perfeito.
Da tradição Sufi 
Se a vida nos cobra posições de coragem para as quais o nosso coração sente que não está preparado, lembre-se meu amigo, que mesmo no solo arenoso, flor de rara beleza costuma nascer, contrariando muitas vezes a própria natureza, que acaba permitindo que tal flor desabroche, pela sua própria insistência e resistência ao que normalmente não teria condições para sobreviver.
Não diferente é com as flores que nascem nas montanhas geladas, e que a critério não teriam também condições de sobrevida.
Muitas vezes em nossa existência, somos colocados em lugares que nos fazem sentir como a pequenina flor do deserto, só, mas ao mesmo tempo impulsionada pela vontade férrea de existir e de tentar amenizar a aridez do solo não preparado.
Vezes outras somos como a flor suave e delicada que nasce nas montanhas geladas, e que mesmo tendo aparência frágil, suporta a neve sem deixar que suas cores se alterem, ou que suas pétalas se queimem pelo frio imenso.
Abençoadas são as flores de rara beleza, que nascem, assim como os homens de boa vontade, no meio da aridez dos sentimentos, em meio aos gelados corações, para se posicionarem como a esperança e a força que jamais irão sucumbir, pois estão sob a proteção da mão de Deus, e têm a consciência do que representa ser uma pequenina luz em meio à escuridão.
Para gerar outra vida, a concha recebe a areia, que incomoda, e fere, e magoa, mas que, por defesa
e ânsia de criação, a ostra envolve
com camadas e camadas de Nácar puro... (Como proteção, envolve o mínimo grão com
sua melhor produção...)
E este, ínfimo grão mutante, de mais um entre milhares torna-se único. Aquele que, burilado pelo tempo e pelo esforço, pelo contínuo trabalho, pelo doar-se constante de sua agora origem,
torna-se pérola... Que se mostra, e vive, e brilha, apenas e tão somente quando a concha se abre... Ouse ser concha ! Permita-se ser pérola ! Quando alguém te magoar ou te ferir, revista-se da mais preciosa jóia de Deus: Cubra-se de amor e ternura. Se seguirmos o exemplo da concha, o ódio não terá como
se desenvolver, mais o amor se estenderá e será o revestimento mais belo e precioso
que será dado em troca de toda areia da vida que venha nos ferir.
(Desconheço autoria)
Acendem-se as velas toda sexta-feira em honra ao Shabat e na véspera das seguintes Festas judaicas: dois dias de Rosh Hashaná, Yom Kipur, os dois primeiros dias de Sucot, Shemini Atseret, Simchat Torá, os dois primeiros e os dois últimos dias de Pêssach, e os dois dias de Shavuot. A mulher: luz e alicerce do lar
Superficialmente, a razão porque a mitsvá de Shabat eYom Tov foi entregue à mulher é para "trazer de volta" a luz que Chava (Eva) diminuiu ao afetar adversamente a "luz do mundo" incorporada em Adam. Entretanto, o Zôhar explica que o significado interior, o motivo profundo porque foi confiada à mulher essa mitsvá vital, é devido ao seu valor precioso. A prerrogativa do acender das velas de Shabat é uma insígnia de honra para a mulher, indicando que o Onipotente a escolheu, deu a ela o mérito e a investiu com os poderes de… "dar à luz e criar filhos imbuídos de santidade que serão uma luz para o mundo," que o iluminarão ao incorporarem a luz da Torá e das mitsvot em sua vida cotidiana.
…"aumentar a paz na terra," intensificar e avolumar a paz e a felicidade no mundo inteiro, a partir de Shalom Bayit, a tranqüilidade e paz no lar, resultantes das luzes de Shabat. e…"garantir à sua família longos dias;" por meio das velas de Shabat que ela acende, se torna merecedora da bênção de anos prolongados, plenos de bondade e vitalidade para si mesma, para seu marido, seus filhos e filhos dos seus filhos.
E o coração tem razão??
A realidade é que nem sempre existe razão num amor,
podemos amar sem sabermos o porquê, amor de verdade
é incondicional, ou seja, não há condição pra se gostar.
Claro, algo o atraiu, senão seria apenas desejo, atração
física, se é mais do que isso, provavelmente deverão
existir afinidades, e tendo afinidades, tudo o mais pode se ajustar.
Melhor dizendo, tendo amor, tudo o mais pode se ajustar,
mas é essa a questão, existe amor? Porque acho muito
fácil confundirmos amor com atração, com desejo, com vontade.
E aí nada disso é amor, e com o tempo, as diferenças
começam realmente a “pegar”, porque o que os atraiu
acaba, é volúvel, simplesmente desaparece.
Neste momento, se o que os atraiu foi apenas
atração e desejo, existe a chance de modificar,
de se transformar em amor, ou simplesmente desaparecer,
e se desaparecer e tudo começar a ficar complicado
demais, não tenha dúvida, nunca foi amor.
O coração não tem razão, e tudo depende de como ele atua,
se ele estiver atuando de verdade, não tenha medo,
o medo só vem quando temos dúvidas de nossos sentimentos.
E se você não estiver num estágio tão avançado de
seus sentimentos assim, pense bem, coloque numa
balança, mas pense bem consigo, veja se é o que
você sempre quis, veja se não existe confusão entre
sentimento e desejo, saiba que nada é perfeito.
E no final, eu acho que o coração tem razão sim,
e quem irá dizer que não existe razão?
nitzchit tihieh ahavti eleicha
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